O Artigo escrito por Andrew Gray, publicado originalmente no Livro: A Temática Indígena na Escola, organizado por Aracy Lopes da Silva e Luís Donisete Benzi Grupioni. O livro foi publicado com o objetivo de fornecer informações mais detalhadas sobre assuntos indígenas, a professores de primeiro e segundo grau e a seus alunos. No entanto, superou em muito esse objetivo e tornou-se um dos livros mais completos sobre à temática indígena, defendendo o convívio entre povos diferentes.O livro reúne vários artigos; escritos por grandes historiadores, antropólogos e outros acadêmicos. Um fragmento do texto de apresentação sobre o livro:
"A reflexão sobre os povos indígenas e sobre as lições que sua história e suas concepções de mundos e de vida podem nos trazer, aliada ao exame dos modos de relacionamento que a sociedade e o Estado nacionais oferecem aos povos indígenas constituem um campo fértil para pensarmos o país e o futuro que queremos."
O artigo de Andrew Gray refere-se basicamente sobre a relação da sociedade indígena e a conservação da biodiversidade da floresta, onde divide o tema em vários subitens.
No primeiro: A crise da biodiversidade – o autor chama a atenção para a questão da à ameaça da “biodiversidade” e as análises dos problemas e as propostas sugeridas para resolvê-la. No entanto, indaga que a questão da conservação da biodiversidade está sujeita a violação dos direitos humanos dos índios e se algumas das políticas, em discussão, chegaram a ser implementadas.
Segundo: A crise da diversidade cultural: Gray fala sobre a diversidade cultural no mundo, aonde os povos indígenas chegam a representar cerca de 90% à 95% dessa diversidade. Porém, nos planos relativos a biodiversidade, os povos indígenas não estão inseridos.
Terceiro: As Zonas de proteção. Gray ressalta a questão da criação de zonas de proteção de áreas de alta diversidade biológica, definidas como “ecossistemas naturais”, onde tem a função de proteger espécies com o mínimo de interferência humana. No entanto, nestes planos não são levados em consideração a questões de conflitos entre os povos indígenas e dirigentes dos parques, ou quando são encorajados e transferir-se do seu ambiente natural.
Quarto: Reservas extrativistas e comércio – O autor relata várias formas de agregar a conservação da biodiversidade em conjunto dá utilização de seu potencial de recursos para gerar lucros e rentabilidade. Entretanto, a proposta contém muitos problemas quando se busca aplicá-la junto aos povos indígenas, pois esse processo pode ter sérias conseqüências para os povos indígenas, haja vista, que o comércio não é sua principal prioridade.
Quinto: Direito de propriedade intelectual e conhecimento indígena – falar da questão do conhecimento de plantas para o uso medicinal a qual são expropriados esses conhecimentos e patenteados em outros países por grandes grupos farmacêuticos.
Sexto: Os povos indígenas e a Biodiversidade – O autor faz uma definição entre “povos de ecossistema” onde se encontram as tribos indígenas e “povos da biosfera” que são aqueles que têm toda a biosfera a sua disposição, diz ainda que, à ameaça da biodiversidade do mundo está nas mãos de poderosas organizações, onde até agora, segundo o autor, tem defendido somente os interesses dos “povos da biosfera” e os interesses dos “povos de ecossistema” não têm sido prioridade na agenda dessas organizações.
Durante todo o artigo, o autor, falar sobre os direitos indígenas. Porém, o próprio autor alerta para o fato que em detrimento da conservação da diversidade biológica esses direitos estão sendo colocados à margem.
Bibliografia:
GRAY, Andrew. O impacto da Conservação da Biodiversidade sobre os Povos Indígenas. In: Temática Indígena na Escola: Novos subsídios para professores de 1º e 2 º graus Org.: SILVA, Aracy Lopes da e GRUPIONI, Luís Donisete Benzi. Brasília, MEC/ MARIR/ UNESCO. 1995.
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