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quarta-feira, 10 de março de 2010
Até que muitas vezes quando recebo algum email que tiram brincadeira com o Lula, acho engraçado. No entanto, temos que ter muito cuidado quando encaminhamos esses email, ou essas brincadeiras para outras pessoas de sua lista de contato. Sabe porquê? Porque quem cria esses email de xacota, tem como único intituito e objetivo difamar o Presidente LULA e ligá-lo a uma pessoa burra e mentirosa, assim como as pessoas que o circundam no meio político.
O PT está no poder a quase oito anos, e isso para a elite capitalista não está sendo muito bom. A mídia brasileira, principalmente a emissora Globo, a revista Veja e o Jornal O Estado de São Paulo entre outros meios de comuinicação defendem os interesses dessa elite capitalista que querem voltar ao poder.
Passamos 500 anos sendo explorados e discriminados, onde a concentração da riqueza estava na mão apenas de 5% da população. O Governou Militar, acabou com a democracia brasileira e colocou os partidos de esquerda e socialistas na clandestinidade. O presidente Collor sequestrou a poupança dos brasileiros levando centenas de pessoas ao suicídio e e milhares a falência pessoal, já o Governo FHC deu dinheiro a banqueiros para não “quebrar”. No entanto, sucateou a educação, saude e segurança pública, privatizou mais da metade do nosso Patrimônio Nacional, abriu as portas para o mercado internacional sem aos menos criar uma política de proteção para empresas Brasileiras, ocasionando a falência de várias empresas genuinamente brasileiras, porque não tiveram como concorrer com as multinacionais e transnacionais que se estalaram no Brasil, pois não estavam preparadas para uma abertura comercial.
Diferentemente o governo LULA tem outra visão política, visa o bem-estar-social da população brasileira que realmente precisa (as classes sociais mais desprovidas de recursos financeiros). Aumentou o poder de compra de quem aquece a economia brasileira, o que significa uma melhor qualidade de vida.
Assim como muita gente questiona a política de cotas para negros e índios nas Universidades Federais e as Bolsas Assistenciais criada pelo governo Lula, por outro lado muitas pessoas a defendem. No meu ponto de vista, só questiona esse tipo de políticas afirmativas e compensatórios desenvolvida pelo governo, quem não precisa, ou seja, quem tem plano de saude, quem coloca seus filhos nas melhores escolas particulares (o que favorecer um melhor estudo e consequentemente o acesso a uma universidade federal), quem não é negro, quem não é índio, quem realmente não é pobre, quem não tem um bom QI (quem indique políticamente) para cargos no governo e empresas privadas.
Realmente vejo que para essa elite capitalista e burguesa que estão a anos no poder, seja dificil dividir o queijo, ou que mexam no seu queijo, uma vez que temos políticos enraizado tanto na câmara, como no senado federal, sem contar nos Estados. São polticos que herdaram currais eleitorais da época do Coronelismo, exemplo disso, hoje temos até neto desses políticos na câmara Federal.
A mídia hoje é o quarto poder, como diria Louis Althusser, funciona como um aparelho ideológico. No entanto, não um aparelho ideológico do Estado e sim da elite burguesa brasileira. Então, a Globo, a Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, assim como a revista Veja, entre outros meios de comunicação, jamais irão falar bem de um governo que eles combatem e querem derrubar, uma vez que o Presidente Lula quando assumiu, acabou com o monopólio da Globo sobre as propragandas federais. O Lula dividiu a fatia equinamente para todas as emissoras de televisão, rádio, jornais e revistas, ou seja, não agradou muito bem, principalmente a Globo que possuia 80% da fatia, por esse motivo, também, utilizam de calúnias e mentiras infundadas na tentativa de envenenar a população contra o governo.
Mas tudo isso tem seus motivos, estamos em ano eleitoral e o PT vai indicar a Ministra da Casa Civil Dilma Rossef para a concorrer ao cargo maior que é a presidência da República para dá continuidade as políticas públicas e economicas desenvolvidas no governo Lula. Assim, como denegrirão a imagem de vários companheiros, como Dirceu, Bezoinni, Genoíno, Palocci, entre outros companheiros, a mídia vem sucessivamente tentantando implacar a mesma política com a ministra, o que não aconteceu. Dessa forma, estão mais uma vez tentando atingir o Presidente, através do atual tesoureiro do PT João Vacari. Mas, tenho a certeza que a verdade vem a tona e assim como não conseguiram provar nada contra José Dirceu que foi cassado por critérios políticos e inocentado no processo administrativo. O governo Lula e o PT vão continuar de cabeça erguida e eleger a primeira Mulher Presidente do Brasil com a maioria dos votos do povo Brasileiro. Pois, eu sou Brasileiro e não desisto nunca.
sexta-feira, 5 de março de 2010
O impacto da Conservação da Biodiversidade sobre os Povos Indígenas
"A reflexão sobre os povos indígenas e sobre as lições que sua história e suas concepções de mundos e de vida podem nos trazer, aliada ao exame dos modos de relacionamento que a sociedade e o Estado nacionais oferecem aos povos indígenas constituem um campo fértil para pensarmos o país e o futuro que queremos."
O artigo de Andrew Gray refere-se basicamente sobre a relação da sociedade indígena e a conservação da biodiversidade da floresta, onde divide o tema em vários subitens.
No primeiro: A crise da biodiversidade – o autor chama a atenção para a questão da à ameaça da “biodiversidade” e as análises dos problemas e as propostas sugeridas para resolvê-la. No entanto, indaga que a questão da conservação da biodiversidade está sujeita a violação dos direitos humanos dos índios e se algumas das políticas, em discussão, chegaram a ser implementadas.
Segundo: A crise da diversidade cultural: Gray fala sobre a diversidade cultural no mundo, aonde os povos indígenas chegam a representar cerca de 90% à 95% dessa diversidade. Porém, nos planos relativos a biodiversidade, os povos indígenas não estão inseridos.
Terceiro: As Zonas de proteção. Gray ressalta a questão da criação de zonas de proteção de áreas de alta diversidade biológica, definidas como “ecossistemas naturais”, onde tem a função de proteger espécies com o mínimo de interferência humana. No entanto, nestes planos não são levados em consideração a questões de conflitos entre os povos indígenas e dirigentes dos parques, ou quando são encorajados e transferir-se do seu ambiente natural.
Quarto: Reservas extrativistas e comércio – O autor relata várias formas de agregar a conservação da biodiversidade em conjunto dá utilização de seu potencial de recursos para gerar lucros e rentabilidade. Entretanto, a proposta contém muitos problemas quando se busca aplicá-la junto aos povos indígenas, pois esse processo pode ter sérias conseqüências para os povos indígenas, haja vista, que o comércio não é sua principal prioridade.
Quinto: Direito de propriedade intelectual e conhecimento indígena – falar da questão do conhecimento de plantas para o uso medicinal a qual são expropriados esses conhecimentos e patenteados em outros países por grandes grupos farmacêuticos.
Sexto: Os povos indígenas e a Biodiversidade – O autor faz uma definição entre “povos de ecossistema” onde se encontram as tribos indígenas e “povos da biosfera” que são aqueles que têm toda a biosfera a sua disposição, diz ainda que, à ameaça da biodiversidade do mundo está nas mãos de poderosas organizações, onde até agora, segundo o autor, tem defendido somente os interesses dos “povos da biosfera” e os interesses dos “povos de ecossistema” não têm sido prioridade na agenda dessas organizações.
Durante todo o artigo, o autor, falar sobre os direitos indígenas. Porém, o próprio autor alerta para o fato que em detrimento da conservação da diversidade biológica esses direitos estão sendo colocados à margem.
Bibliografia:
GRAY, Andrew. O impacto da Conservação da Biodiversidade sobre os Povos Indígenas. In: Temática Indígena na Escola: Novos subsídios para professores de 1º e 2 º graus Org.: SILVA, Aracy Lopes da e GRUPIONI, Luís Donisete Benzi. Brasília, MEC/ MARIR/ UNESCO. 1995.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Etnia Indígena ou Classes minoritárias no Brasil atual
Nos dias atuais nota-se uma contradição sobre a relação dos povos indígenas e a sociedade envolvente, visto que os primeiros possuem além de costumes e hábitos próprios de uma vida coletiva e a segunda vê a primeira quase sempre com juízo de valor. O índio e o negro no Brasil, até pouco tempo, era sinônimo de piadas e deboches, como: “não sou índio para ter o nariz furado” e “até parece negro”. Essas duas frases deixam claro, como o índio e o negro eram visto perante a sociedade contemporânea brasileira. Porém, o que se vê hoje, é diferente, ser índio é sinal de cidadania, é ter terra para planta e principalmente é visto por certas camadas da sociedade brasileira, como sinal de sobrevivência humana.
O que mudou? A sociedade? Diante dessas indagações tentaremos construir argumentos através deste artigo científico. No entanto, uma abordagem histórica da etnia indígena brasileira se faz necessário para relacioná-la com as políticas afirmativas e compensatórias promovida pelo Estado nos dias atuais para que dessa forma possamos compreender os fatos atuais relacionados à identidade indígena e, sobretudo, as políticas compensatórias e afirmativas para o setor.
É notório que desde o descobrimento do Brasil, os índios brasileiros, principalmente os do Nordeste sofreram um processo de aculturação, onde muitos perderam sua identidade cultural, como a língua original, costumes e hábitos tradicionais. Mas, a principal perda foi gerada pelos padres jesuítas, quando desembarcaram no Brasil, com a missão de catequizar os povos indígenas brasileiros, esse processo pode ser considerado como um verdadeiro genocídio cultural. Muitas tribos ao longo do processo de colonização foram dizimadas do contexto social brasileiro, havendo somente relatos e escritas sobre elas. Uma das principais tarefas dos portugueses no Brasil seria a de "organizar" os índios, trazê-los para a verdadeira fé cristã, para que assim, costumes como a poligamia, a antropofagia, o andar sem roupas, dentre outros, fossem extirpados. Havia unanimidade quanto ao entendimento, por parte dos jesuítas, que tal feito seria fácil, visto que, segundo o Padre Manoel da Nóbrega, estes nativos não adoravam nenhum deus, dizia ele: "são como papel branco, onde podemos escrever à vontade", ele mencionava os tupinambás.
A estimativa era que no Brasil em 1500, existiam de 1 milhão a 3 milhões de indígenas. Em cinco séculos a população indígena brasileira reduziu para aproximadamente 400 mil índios o que representa 0,02% da população brasileira. São encontrados em quase todo o país, mas a concentração maior é nas regiões Norte e Centro-Oeste. A FUNAI registra a existência de 206 povos indígenas, 170 línguas, algumas tribos com apenas uma dúzia de indivíduos. Somente dez povos têm mais de 5 mil pessoas. As 547 áreas indígenas cobrem
Diante de todo esse contexto histórico e social indígena brasileiro, percebe-se por parte do governo, mas leia-se, através das pressões populares minoritárias, um novo contexto político, econômico e social em torno do tema etnia no Brasil, o que significava sinal de estranhamento na sociedade, hoje, é vistos como grupos sociais minoritários e organizados que lutam por reconhecimento de sua cultural e demarcação de suas terras, conseqüentemente assumem a etnia indígena, abrem mão de sua liberdade, para viverem
Segundo João Pacheco Oliveira, na década de
Podemos, dessa forma, creditar o surgimento de “novos índios” relacionados à questão de cidadania. A sociedade brasileira é altamente estratificada, onde abismo social entre os ricos, pobre e miserável é dantesco. Neste sentindo, grupos à margem da sociedade, excluídas socialmente e esquecidas pelo poder público, vêem na identidade étnica indígena uma forma de serem assumidos pelo Estado como cidadãos brasileiros, com direitos a uma cultural própria, saúde, educação, terras demarcadas, etc.
Contudo, temos que ter certo cuidado, por que num país miscigenado como o Brasil, que criteriosamente definem a existência de etnias merecedoras de tratamento especial por parte do Estado. O que se percebe é que as políticas compensatórias e afirmativas no Brasil geraram mais discussão e polêmica sobre o assunto etnia, uma vez, que no sistema de cotas, por exemplo, qualquer indivíduo pode assumir-se como, negro ou índio, que padrões e/ou critérios utilizar para dizer quem é índio e quem não é.
Portanto, para concluirmos, utilizaremos as palavras do economista, Roberto Monte-Mor (UFMG), que diz: “hoje cultura é uma opção”. Ele parte do princípio da relação custo benefício de se assumir a identidade indígena, ou seja, o que se vê na identidade indígena nos dias atuais é que ela está atrelada a questão de bem-estar-social do indivíduo que se encontra em situação de risco social, onde vêem na identidade indígena uma forma de sobrevivência social, cultural, política e econômica, dentro de uma sociedade estratificada e excludente como é o caso do Brasil.
ALDÉ, Lorenzo. Etnia pra que te quero. Revista de História da Biblioteca Nacioanl. Ano 2 nº 18 março 2007.
CARNEIRO DA CUNHA, Manuela. 1987. Os Direitos do Índio: Ensaios e Documentos. São Paulo: Editora Brasiliense.
DANTAS, Beatriz G., SAMPAIO, José Augusto L. e CARVALHO, Maria do Rosário G. 1992. "Os Povos Indígenas no Nordeste Brasileiro: Um Esboço Histórico". In: M. Carneiro da Cunha (org.), História dos Índios no Brasil. São Paulo: FAPESP/SMC/ Companhia das Letras. pp. 431-456.
OLIVEIRA, João Pacheco. Uma etnologia dos "índios misturados"? Situação colonial, territorialização e fluxos culturais.artigo.Professor-titular de Etnologia do Museu Nacional e leciona no PPGAS/UFRJ. E-mail: jpacheco@ism.com.br
SANTOS, Antônio Raimundo dos. Metodologia Cioentífica: a cosntrução do conhecimento. 5ª. Ed. Revisada (conforme NBR 6.023/2000). – Rio de Janiero: DP&A, 2002.
http://www.tg3.com.br/indios. 15 de junho de 2007, às 15:00h.