Uma das grandes lições que aprendi na vida com meu amigo Carlos
Bezerra, foi o poder da transformação do Homem. O conheci ainda criança e tive
a sorte grande de fazer parte da história desse homem, que apesar de todas as
diversidades da vida, nunca deixou se abater por nada. De dona de restaurante a
Jornalista cronista, tinha o dom de organizar as palavras e deixa-las
prazerosas de se ler.
Pai, marido, amigo, irmão. E do boêmio seresteiro nos restou
a saudade de suas canções que junto com seu irmão Luiz Bezerra, sua mãe Raquel
Bezerra (que se encontra do outro lado preparando um sarau de recepção para sua
grande chegada) faziam as noites de luar serem totalmente apaixonantes com lindas
canções que varavam a madrugada e eu passei grande parte de minha infância e adolescência
ouvindo participando desses saraus e serenatas que faziam a noite se uma
criança.. Aprendi a gosta da boa música e de uma boa leitura na convivência que
tive com esse grande homem e sua família
Amigo de infância de seu filho Yuri Bezerra pôde acompanhar a
trajetória de vida dessa grande pessoa que foi o Carlos Bezerra em vida. Mas, aqui quero lembrar apenas das coisas boas,
pois as tristezas com ele se foi e a nós nos resta lembrança do homem que
morreu para entra pra história do Amapá, como grande cronista e escritor.
Morreu
o homem, nasceu uma lenda. Nunca me esqueci de uma frase que sempre dizia: André,
na vida o homem tem que fazer três coisas antes de morrer! Plantar uma árvore,
ter filhos e escrever um livro! Assim sendo, posso dizer com toda a certeza que
meu amigo, pai, irmão camarada passou dessa pra melhor com dever comprido de ter deixado um grande legado ao povo amapaense. E
para me despedir desse grande homem, utilizarei uma frase que ele sempre dizia
aos amigos que partiam. Carlos Bezerra vá com Deus e que a Pomba do Espirito
Santo o acompanhe.
“Seguindo o fluxo das
águas, no dorso do rio que sai e volta da sua mansidão para a desconhecida e
infinita aventura do mar... De outros mares... Do mar e do amor. (Deusa Ilário)
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