COMO FUNCIONA A INVERSÃO DE PAPEIS, NUMA SOCIEDADE MACHISTA
Não sou amante do BBB, pra ser sincero até ontem não tinha assistido há nenhum episódio. No entanto, o fato que ocorreu entre Daniel e Monique, estar rendendo bastante. A pergunta que não cala é: - foi estupro? Não, não foi estupro? Esse fato pouco me interessa, uma vez que a própria vítima declarou que fato consumado foi consentido.
No entanto, percebo nas redes sociais uma inversão de papeis diante do fato de Daniel ter sido excluído de tal programa. De vítima, Monique, passou a ser ré. Virou safada, galinha, puta, e outros adjetivos que não convêm mencionar.
Entretanto, entendo que até mesmo uma Puta de carteirinha, como se costuma dizer sobre as profissionais do sexo, tem o direito de escolher com quem vai fazer um programa e o fato de estar bêbada e convidar alguém pra dormir ao seu lado numa mesma cama, não dá o direito a ninguém abusá-la sexualmente simplesmente por ser uma profissional do sexo.
Diante disso quero dizer, as muitas pessoas indignadas com a saída de uma pessoa que fez sexo com uma pessoa bêbada, visivelmente inconsciente, que o ocorrido se caracteriza como abuso sexual ou estupro. Crime previsto no código penal e que sinceramente deve ser abolido de nossa sociedade. Pergunto quantas mulheres foram violentadas e muitas vezes assassinadas por se encontrarem em estado de embriaguez? Sabe-se de casos que os próprios amigos ou namorados deixam a vítima em estado de embriaguez somente para abusá-las sexualmente.
Assim sendo, quero chamar atenção para que os inúmeros compartilhamentos nas redes sociais, onde a vítima passou a ser ré. Deturpando os fatos ou até com único intuito de tirar o foco do crime de abuso sexual. Monique, não é mais Monique, agora ela é uma vadia bêbada que deu confiança para um cara, numa festa que arrastou ela e fez sexo sozinho. Que no meu entendimento não dava o direito de fazer o que fez.
Portanto, o que ser ver nas redes sociais é uma forma de machismo escamoteado, através da depreciação da imagem da vítima, uma forma de amenizar o que aconteceu, banalizando, jogando a opinião pública contra a vítima e fazendo uma inversão de papéis. Mas, não esqueçam que o que aconteceu é crime e que poderia ter sido com sua irmã, sua filha ou com qualquer mulher. Não sejamos machistas ao ponto de querer jogar a sujeira para debaixo do tapete.
Andre Souto (Sociólogo)
Não sou amante do BBB, pra ser sincero até ontem não tinha assistido há nenhum episódio. No entanto, o fato que ocorreu entre Daniel e Monique, estar rendendo bastante. A pergunta que não cala é: - foi estupro? Não, não foi estupro? Esse fato pouco me interessa, uma vez que a própria vítima declarou que fato consumado foi consentido.
No entanto, percebo nas redes sociais uma inversão de papeis diante do fato de Daniel ter sido excluído de tal programa. De vítima, Monique, passou a ser ré. Virou safada, galinha, puta, e outros adjetivos que não convêm mencionar.
Entretanto, entendo que até mesmo uma Puta de carteirinha, como se costuma dizer sobre as profissionais do sexo, tem o direito de escolher com quem vai fazer um programa e o fato de estar bêbada e convidar alguém pra dormir ao seu lado numa mesma cama, não dá o direito a ninguém abusá-la sexualmente simplesmente por ser uma profissional do sexo.
Diante disso quero dizer, as muitas pessoas indignadas com a saída de uma pessoa que fez sexo com uma pessoa bêbada, visivelmente inconsciente, que o ocorrido se caracteriza como abuso sexual ou estupro. Crime previsto no código penal e que sinceramente deve ser abolido de nossa sociedade. Pergunto quantas mulheres foram violentadas e muitas vezes assassinadas por se encontrarem em estado de embriaguez? Sabe-se de casos que os próprios amigos ou namorados deixam a vítima em estado de embriaguez somente para abusá-las sexualmente.
Assim sendo, quero chamar atenção para que os inúmeros compartilhamentos nas redes sociais, onde a vítima passou a ser ré. Deturpando os fatos ou até com único intuito de tirar o foco do crime de abuso sexual. Monique, não é mais Monique, agora ela é uma vadia bêbada que deu confiança para um cara, numa festa que arrastou ela e fez sexo sozinho. Que no meu entendimento não dava o direito de fazer o que fez.
Portanto, o que ser ver nas redes sociais é uma forma de machismo escamoteado, através da depreciação da imagem da vítima, uma forma de amenizar o que aconteceu, banalizando, jogando a opinião pública contra a vítima e fazendo uma inversão de papéis. Mas, não esqueçam que o que aconteceu é crime e que poderia ter sido com sua irmã, sua filha ou com qualquer mulher. Não sejamos machistas ao ponto de querer jogar a sujeira para debaixo do tapete.
Andre Souto (Sociólogo)
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