Atualmente, vivemos em uma sociedade, onde a ordem social, econômica, política e cultural é o capitalismo, tudo que fazermos gira em torno do capitalismo. Se repararmos bem, até mesmo nossas relações com o outro e nossas ações para o outro, está vinculada há certo interesse, ou seja, a uma rua de mão dupla. Aproximamos-nos das pessoas que nos interessam e ajudamos aqueles que nos podem ajuda. Não que isso seja uma regra, mesmo que fossem todas as regras têm exceções.
O que falo é cientificamente comprovado por Max Weber, em sua ação social. Para ele toda relação é cercada de interesses próprios ou coletivos, onde o indivíduo possa ter algum proveito. Até mesmo as relações amorosas existem uma carga de interesse. A pessoa nunca se aproxima de outra por amor, a primeira coisa que faz um indivíduo se aproximar de outro é o interesse. Esse interesse pode se pela beleza, pela inteligência, pela simpatia, assim como, o outro ser bem sucedido, se independente financeiramente, pelo status social, etc. O certo é que de alguma forma as relações estarão carregadas de interesse pessoais de ambas as partes, e somente depois, surge à paixão, o amor propriamente dito, ou não.
Na verdade falo sobre isso, para que façamos uma reflexão sobre nossas ações, para com o próximo, para que possamos fazer o bem sem olhar aquém, sabemos o quanto é difícil, pois faz parte da nossa natureza. Às vezes nos preocupamos com as desgraças que ocorrem bem longe de nós que vemos pela televisão, mas não nos preocupamos com o nosso vizinho, com um parente próximo, com o nosso irmão, com nos pais e avós. Quantos de nós sabemos o nome de nossos vizinhos? Quantos de nós sabemos o que se passa na casa ao lado da nossa? Quantos de nós sabemos o que o nosso vizinho irá comeu hoje? Ou se comeu ontem?
São perguntas que poucos responderão tenho certeza! Pois, vivemos para nós mesmo e mais ninguém. Como diria Thomas Hobbes: “O homem é o lobo do próprio homem”. Mas isso, não é culpa somente nossa, e sim de uma sociedade doente em que vivemos, uma sociedade que nos leva a pensar e agir dessa forma, que nos levar a esquecer das mais nobres ações humanas como a caridade e a solidariedade. Essa mesma sociedade que nos leva a pensar e agir como se a Páscoa fosse somente dá e receber ovos de chocolate de presente, que nos levar ao consumismo, esquecendo do amor ao próximo. Faz nos esquecer que a Semana Santa é a morte e a ressurreição de Cristo e que temos que refletir sobre nossas ações.
Estamos em plena Semana Santa, e muitos não dão a mínima para isso, querem apenas “curtir o feriado prolongado”. Esqueceram de valores que aprendemos com nossos avôs e nossos pais, são tradições que ao longo dos anos vem sendo esmagada pelo capitalismo, a Páscoa virou sinônimo de consumismo, virou um mercado e não uma data Santa, carregado de simbolismos religioso. Perguntem a seus filhos o que representa a Páscoa para eles, façam o teste! Eles responderão que a Páscoa representa apenas um ovo de chocolate com um bom brinquedo dentro e para os pais uma fatura no final do mês do cartão de crédito.
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